sábado, 11 de fevereiro de 2012

Desastradas S.A.!




É incrível a quantidade de cicatrizes, roxos ou feridas que o tempo vai somando. Dá um aperto ter que explicar o que foi aquela marca no pé, de onde você tirou aquela mancha esbranquiçada, ou onde conseguiu mais um hematoma para a coleção de próprios (mal) feitos. Os danos, nem sempre sentidos na pele – e como doem! – também são materiais. Desajeitados, os saltos-altos algumas vezes nos traem e ao invés de deixar eretas, belas e poderosas em cima de seus mais de dez centímetros, cambaleiam. Retorcem, complicam, deixam a mostra nossa inabilidade em ser segura logo quando precisamos.

Quando apaixonadas, a falta de jeito então, pega firme. Também, só ela. As quedas vão se tornando costume, as vergonhas alheias, motivos para que ríamos futuramente, os planos mirabolantes (quase nunca bem arquitetados e pior ainda quando em tentativa de prática) sempre em ponto morto - antes esses, que nós, pelo menos vão servindo como exemplo do que não se deve praticar. Quando o nervosismo emplaca, piora: até com as palavras conseguimos gaguejar ou não saber construir frases, constrangendo quem também não está entendendo lhufas, mas a gente faz que escute.

Contudo, há quem veja nisso um pequeno encanto. Acabe por servir primeiro de herói, depois de enfermeiro, e às vezes também, professor. Fascinante como sempre achamos quem consiga encontrar graça nas nossas pequenas tragédias e defina até como bonitinho esse tanto de ferimentos, vexames e estabanos nossos. Há quem se derreta por nossos pequenos infortúnios e até ria, acreditem.

Você, que bate o cotovelo em quem está passando quando vai fazer um coque, que pisa em merda na rua com o sapato novo ou bate a ponta do pé - recém feito - com tudo num degrau de loja. Que também sai com a roupa virada do avesso ou perde por aí toda hora celular, câmera fotográfica e maquiagem: existem muitas de nós. Tão ingênuas quanto ao mundo, e tão afobadas como só quem tem pressa de viver, mulheres incríveis que são também vítimas dos próprios percalços. Se há males que vem para o bem, por que não desastres que venham também? Uni-vos!



essa vai pra minha querida irmã! um beijo enorme ;*

Um comentário:

  1. A fada da estrela muita linda susta que legal! Emoção Grande de brilho :) Bjs!!!

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